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PF prende ex-ministro Milton Ribeiro por "gabinete paralelo" no MEC e faz buscas contra pastores

Ex-ministro da Educação foi localizado em Santos, no litoral paulista, e será levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília; Operação Acesso Pago, deflagrada nesta quarta-feira, 22, ainda cumpre 13 mandados de busca e apreensão e outras quatro ordens de prisão em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal

Por Eros Guiller em 22/06/2022 às 12:20:07

Milton Ribeiro atuava em um "gabinete paralelo", que priorizava solicitações de prefeituras ligadas a pastores evangélicos. Foto: Adriano Machado/Reuters

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (22), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro no âmbito da investigação sobre o "gabinete paralelo" instalado na pasta, com favorecimento de pastores na distribuição de verbas do MEC. O mandado de prisão preventiva foi expedido por ordem do juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, e cita supostos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. O magistrado determinou que, assim que a ordem fosse cumprida, o ex-ministro fosse levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O ex-ministro foi localizado em Santos, SP e mandado de prisão listava outro endereço em São Vicente, também no litoral paulista. A audiência de custódia está prevista para esta quinta-feira, 23.

Entre os alvos das buscas estão o próprio Milton Ribeiro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos – dupla que está no centro do esquema sob suspeita. O inquérito foi aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e por ordem do Supremo Tribunal Federal, em razão do foro privilegiado de Milton Ribeiro, à época ainda ministro da Educação.

Segundo denúncias e investigações, os pastores operavam um gabinete paralelo no MEC. Prefeitos revelaram que receberam pedido de pagamento de propina até em ouro em troca de acesso e liberação de verbas para Educação.// O esquema envolvia até mesmo compra de bíblias em que apareciam fotos do ministro da Educação e do prefeito que aceitasse participar.

Fonte: Estadão

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